Num mundo cada vez mais dominado por plataformas norte-americanas como Google, Facebook, Apple e Microsoft, muitos de nós (eu incluído) procuram alternativas que respeitem a privacidade, sejam transparentes e, idealmente, desenvolvidas em solo europeu.

  • Ninguém@lemmy.pt
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    1 年前

    Eu concordo com isso tudo. E até também procuro, por mim, no mesmo sentido. Até além de software - música, filmes, línguas, arte em geral, modos de vida…

    Mas hoje em dia tenho medo que essa conversa caia numa outra bastante menos interessante - a de uma espécie de nacionalismo informático.

    Sou o único a sentir este cheiro esquisito?..

    (Não estou a duvidar das tuas motivações. É só uma ideia para debate)

    • P41@lemmy.ptOP
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      1 年前

      Boas… Bom, nunca tinha visto desse ponto de vista. Mas, reconheço que se pode transpor muito facilmente para esse lado. Quanto a mim, vou mais no sentido de apostar, valorizar produtos e serviços que nos são próximos e, fazê-los parte do nosso dia a dia. Esses mesmos que respeitam a nossa privacidade, integrados na GDPR e porque não dizer, que ajudam a nossa (EU) economia. É claro que, ainda utilizo alguns serviços de origem norte-americana…

    • Olissipo@lemmy.pt
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      1 年前

      uma espécie de nacionalismo informático

      Deste uma perspectiva interessante, mas acho que neste contexto pretende-se o inverso. Quanto muito, queremos reduzir o nacionalismo que já existe.

      Ou seja, existe muita dependência em serviços norte-americanos e pretende-se ter alternativas europeias.

      • Ninguém@lemmy.pt
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        1 年前

        Nem de propósito…

        Ainda há pouco vi alguma coisa de alguém a insurgir-se contra qualquer “nacionalismo europeu” que possa haver neste contexto. Argumentava que o software de código aberto é internacional (e intercontinental) por natureza… agora não consigo encontrar.

        Mas pronto, não sou o único a “sentir este cheiro esquisito”. :-)

        • Olissipo@lemmy.pt
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          1 年前

          Ah, concordo plenamente quando se trata de open source.

          Mas acho que a conversa do “nacionalismo” não é bem relevante no contexto dos gigantes americanos (Google, Apple, Microsoft, Amazon, Meta, etc), e alternativas a estes. Aponta-se muito o dedo aos norte-americanos porque as suas empresas tecnológicas têm um peso bem disproporcional e com o contexto político actual isso é um problema.

          E comparando 2 programas idênticos, prefiro open source criado por norte-americanos do que privado vendido por europeus. E penso que este pensamento é o standard aqui no Fediverse.

      • P41@lemmy.ptOP
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        1 年前

        É evidente que a dependência dos serviços norte-americanos é gigantesca (basta olhar para a Microsoft implantada nos serviços governamentais e empresariais europeus), mas também posso indicar os de outra origem, como o Tik-Tok, Alibaba, Telegram etc… Neste sentido faz todo sentido ter alternativas europeias, não como imposição tipo “orgulho nacionalista”, mas como opção viável e segura e independente, ou antes, não depender exclusivamente dos serviços e produtos de outra origem.

    • tmpod@lemmy.ptM
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      1 年前

      Excelente site :)

      Foi aí que descobri a Scaleway, que já usei para várias coisas da instância (atualmente apenas uso para o envio de emails “transacionais”, e.g. confirmação de registo).

  • Vilna@lemmy.pt
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    1 年前

    Durante muitos anos externalizámos a parte tecnológica. Regulamentámos muito e limitámo-nos a impor multas. Os tempos mudaram e percebemos agora que muito pouco temos, mas temos muito potencial.

    Acho muito bem que procuremos alternativas europeias, mas essas alternativas derivam naturalmente de um nacionalismo de alguns. Ou seja, vão haver países que vão querer tomar a dianteira. A Europa não tem um esquema federador e por isso o europeu será algum país que se chegue à frente. Ainda que a COM possa investir…

    Não podemos nem devemos dar tudo a 1 único fornecedor de serviços. Gosto da Google e das suas ferramentas. Mas tudo não. É importante diversificar e limitar os interesses americanos, cada vez mais autoritários, pouco sérios e humanistas.

    Venham as soluções europeias